Monday, July 07, 2003
Thursday, July 03, 2003
de vez em quando sinto esta coisa, a compulsão da escrita. e depois esfuma-se, ou melhor, deixa-se soterrar debaixo do rio das coisas, do amontoar das coisas.
de vez em quando sinto esta idéia, esta vontade de que as letras, a cor da tinta/pixel/pontos/coisas seja um rasto, um rasto de mim nas coisas, a testemunha do rasto das coisas em mim. tudo passa - já sei que tudo passa, já sei que nada mais somos que o nosso rasto nos outros. o livro está escrito, por publicar, um dia publicarei outro que entretanto escreva. a árvore, essa, há de haver, deve haver, algures no rasto das sementes - dos caroços - dos vestígios que vamos deixando nas estradas. a filha, essa dorme, como um anjo/diabo baboso, na cama ali ao lado. crescerá, e será, como é, como ter um filho novo todos os dias.
resumindo, está tudo por fazer.
de vez em quando sinto esta idéia, esta vontade de que as letras, a cor da tinta/pixel/pontos/coisas seja um rasto, um rasto de mim nas coisas, a testemunha do rasto das coisas em mim. tudo passa - já sei que tudo passa, já sei que nada mais somos que o nosso rasto nos outros. o livro está escrito, por publicar, um dia publicarei outro que entretanto escreva. a árvore, essa, há de haver, deve haver, algures no rasto das sementes - dos caroços - dos vestígios que vamos deixando nas estradas. a filha, essa dorme, como um anjo/diabo baboso, na cama ali ao lado. crescerá, e será, como é, como ter um filho novo todos os dias.
resumindo, está tudo por fazer.
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